05 a 07
Já corri de Kart. Não destes indoors, daqueles com motor 125cc, cheirando gasolina e óleo dois tempos, acho que é isso. Na verdade não foi bem uma corrida. Nem uma volta completa no kartódromo. Meu tamanho exigia uma almofada nas costas para alcançar os pedais. A frustração de não conseguir completar a pista me perseguiu por alguns pares de anos. Ainda hoje penso que poderia ter sido mais corajoso. O universo do kart me acompanhou por boa parte da minha infância, meu pai corria. Acho que alguns corriam mais que ele, mas isso não vem ao caso. A verdade é que vi corridas na rua, em kartódromos e por muito tempo tive um kart na minha garagem. Mas foi uma daquelas doces ilusões. O fascínio ali tão perto e ao mesmo tempo distante. Muitos anos depois, por ironia deste cara chamado destino, um belo kart chegou em minhas mãos, mas sem motor e rodas. Não pude aproveitá-lo muito a não ser em alguns sonhos motorizados. Até que eu corria bem. Obviamente que o automobilismo não perdeu muito com o meu despreparo.